AUTISMO NÃO É XINGAMENTO: DESMISTIFICANDO O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ESCOLA ESTADUAL MÁRIO DAVID ANDREAZZA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA TURMA 92

Autores

  • Láisla Fímberly Martins Silva Instituto Federal de Roraima
  • Érica Regina Régis Coutinho IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista
  • Fagner Chaves da Rocha Silva IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista
  • Arly Ferreira Félix IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista
  • Lucimary Azevedo Oliveira IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista
  • Paulo Russo Segundo IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

Palavras-chave:

Capacitismo; Inclusão; Transtorno do Espectro Autista.

Resumo

O projeto "Autismo não é xingamento: Desmistificando o Transtorno do Espectro Autista" nasce da urgência em combater o capacitismo e o estigma social na escola, onde o termo "autista" é usado pejorativamente, especialmente nas aulas de Educação Física, para ofender colegas que cometem erros ou se comportam de maneira diferente. Essa prática é desrespeitosa e demonstra a falta de conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Usar "autista" como xingamento reforça o capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência) e espalha a ideia equivocada de que o autismo é algo negativo ou um defeito. ​O projeto visa desmistificar mitos comuns – como a ideia de que o autismo é uma doença, que é contagioso, ou que autistas não sentem ou não querem ter amigos. Na verdade, autistas são indivíduos singulares, com suas próprias potencialidades e necessidades, e têm o direito inalienável à inclusão social e ao respeito. ​O Que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)? É um transtorno neurodesenvolvimento que afeta a forma como a pessoa se comunica, interage socialmente e se comporta. O termo "Espectro" é crucial, pois indica que as características e o nível de suporte necessário variam muito de uma pessoa autista para a outra. ​O projeto, de natureza pedagógica e de intervenção social, já foi implementado na Turma 92, composta 32 alunos de 12 a 14 anos. A ação principal consistiu em uma palestra informativa seguida de uma roda de conversa, buscando um diálogo aberto para fomentar a empatia. Transformar a desinformação em empatia e a ofensa em respeito, esclarecendo que o autismo é uma condição neurológica e uma forma de neurodiversidade, e não um erro, uma doença mental ou um xingamento. Embora não tenha sido realizada a mensuração formal dos efeitos da palestra, espera-se que a ação tenha contribuído para promover reflexões significativas entre os estudantes e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor e consciente acerca do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa buscou fomentar a empatia, o respeito às diferenças e o fortalecimento da cultura inclusiva no contexto educacional.

Biografia do Autor

  • Érica Regina Régis Coutinho, IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

    Academica do curso de Licenciatura em Educação Física pelo Instituto Federal de Roraima. Bolsista CAPES/PIBID/IFRR. 

  • Fagner Chaves da Rocha Silva, IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

    Academico do curso Licenciatura em Educação Física pelo Instituto Federal de Roraima. Bolsista pelo CAPES/PIBID/IFRR.

  • Arly Ferreira Félix , IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

    Academica do curso de Licenciatura em Educação Física pelo Instituto Federal de Roraima. Bolsista pelo CAPES/PIBID/IFRR.

  • Lucimary Azevedo Oliveira, IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

    Professora Licenciada em Educação Física pela Univeridade Estadual da Paraíba/2000. Especialista em Esporte Escolar pela UNB/ 2008. Supervisora do PIBID/IFRR/2015-2025.

  • Paulo Russo Segundo, IFRR - Instituto Federal de Roraima Campus Boa Vista

    Professor Licenciado em Educação Física pela UnB. Mestre em Atividades Físicas e Saúde UCB. Doutor em Ciências pela UniRio. Coordenador de Área do CAPES/PIBID/IFRR. 

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Publicado

2025-12-31