EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO DE MATEMÁTICA: práticas e desafios no colégio de aplicação da UFRR
Palavras-chave:
Aprendizagem, Desafios pedagógicos, Educação inclusiva, PlanejamentoResumo
Durante o desenvolvimento das atividades do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), vivenciamos experiências importantes voltadas à educação inclusiva no contexto escolar. O objetivo deste trabalho é compartilhar as experiências formativas de futuros professores de Matemática no acompanhamento de alunos com deficiência, destacando estratégias inclusivas e desafios enfrentados na sala de aula, no Colégio de Aplicação da UFRR. Tivemos a oportunidade de atuar de forma colaborativa no acompanhamento de alunos com diferentes necessidades educacionais, o que despertou em nós uma nova percepção sobre o papel do professor na construção de um ambiente inclusivo e humanizado. Uma das experiências marcantes foi o trabalho com uma aluna diagnosticada com microcefalia, cuja presença em sala de aula nos motivou a repensar estratégias, metodologias e formas de interação. Desde o início, buscamos adaptar o planejamento pedagógico, respeitando seu ritmo de aprendizagem e priorizando atividades concretas e acessíveis. Utilizamos materiais manipuláveis confeccionados com recursos recicláveis, como papelões, tampinhas de garrafa e texturas diversas, que contribuíram para tornar o ensino da matemática mais tangível, visual e estimulante. Durante essa vivência, também acompanhamos um aluno com baixa visão, o que ampliou ainda mais nossa compreensão sobre os desafios da inclusão. Em parceria com o professor supervisor, elaboramos adaptações simples, mas eficazes, como a ampliação de textos, o uso de contrastes visuais e o reposicionamento do aluno em sala, o que possibilitou avanços perceptíveis em sua participação. Essas experiências coletivas reforçaram em nós a convicção de que a educação inclusiva exige compromisso ético, criatividade pedagógica e sensibilidade. Compreendemos que não há um único método capaz de atender a todos, mas há caminhos diversos que se abrem quando o professor assume o papel de mediador, facilitador e ouvinte. A cada desafio enfrentado, crescemos não apenas como futuros docentes, mas como seres humanos mais empáticos e conscientes de nossa função social na escola. Concluímos que a inclusão é um processo contínuo de aprendizado e transformação. O que vivenciamos nos mostrou que, com planejamento, diálogo e vontade de fazer diferente, é possível construir espaços educacionais mais acessíveis, acolhedores e justos onde todos possam aprender, ensinar e conviver com dignidade.