A ESCOLA COMO ESPAÇO DE INTERAÇÃO E ENFRENTAMENTO À XENOFOBIA NO CONTEXTO DA MIGRAÇÃO VENEZUELANA: PRÁTICAS DOCENTES DESENVOLVIDAS NO ÂMBITO DO PIBID
Palavras-chave:
Migração Venezuelana, Operação Acolhida, XenofobiaResumo
Este resumo apresenta as ações do projeto Vozes da Migração desenvolvidas pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência junto à Escola Estadual Professor Voltaire Pinto Ribeiro, com foco na realidade migratória dos alunos venezuelanos e na promoção de práticas pedagógicas inclusivas. A proposta buscou sensibilizar a comunidade escolar sobre os desafios enfrentados por migrantes e refugiados, promovendo o respeito à diversidade e o combate à xenofobia. No decorrer do projeto, os alunos puderam refletir sobre o contexto da diversidade cultural em sala de aula, utilizando esse espaço como um ambiente de expressão e escuta sensível. Ademais, produziram coletivamente, na escola, um mural interativo de impacto visual, que reuniu narrativas dos alunos migrantes, imagens de notícias recentes sobre a migração venezuelana e registros fotográficos de eventos e reuniões de alinhamento com os parceiros da Operação Acolhida e Instituto Federal. Tiveram a oportunidade de compartilhar suas trajetórias de vida, desde a saída da Venezuela até a adaptação no Brasil. Posteriormente, foram realizadas rodas de conversa com o representante da Operação Acolhida, seguidas de aulas dinâmicas sobre mitos e verdades relacionados a situações xenofóbicas com o apoio de vídeos explicativos e atividades teatrais. Além da pesquisa, realizaram uma visita técnica aos abrigos Rondon 1 e Waraotuma a Tuaranoko, da Operação Acolhida, em Boa Vista/RR, onde tiveram a oportunidade de observar detalhadamente os serviços oferecidos no acolhimento aos refugiados e interagir com os profissionais que atuam diretamente nesse trabalho humanitário. Os alunos também participaram da produção de episódios do podcast, nos quais expuseram seus relatos de vida e abordaram temas referentes às vivências no deslocamento migratório, aos desafios de adaptação social e à reconstrução de suas identidades. Por fim, o projeto reafirmou a escola como espaço de escuta e acolhimento, onde o aprendizado se amplia para a formação cidadã.