A PRÁTICA PEDAGÓGICA COM A LIMITAÇÃO DE MATERIAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA EXPERIÊNCIA COM O PIBID NO COLÉGIO TANCREDO NEVES
Palavras-chave:
Educação física, Escola, PIBID, Planejamento, Prática pedagógicaResumo
O presente resumo tem como objetivo relatar as experiências vivenciadas pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), as ações são desenvolvidas no Colégio Estadual Militarizado Presidente Tancredo Neves, em Boa Vista – Roraima, entre fevereiro e outubro de 2025, com foco na limitação de recursos materiais e problemas estruturais para o desenvolvimento das aulas de Educação Física. A vivência docente revelou desafios semelhantes aos encontrados em outras escolas, que apontam a escassez de materiais ou eles danificados, espaços inadequados e ausência de formação continuada como fatores que comprometem a efetividade pedagógica. As intervenções realizadas pelos pibidianos, fundamentaram-se com objetivo na qualidade e diversidade nas aulas, assim como registros feitos em relatórios, planos de aula e observações sistemáticas. Durante o período de ação, verificou-se que a ausência de quadra coberta de forma adequada, materiais esportivos básicos em escassez ou muito desgastados, assim exigindo estratégias criativas, como a adaptação de materiais e priorização de atividades cooperativas e inclusivas. Durante a aplicação do tema ‘brincadeiras indígenas” utilizamos medicine ball para representar a “tora” na “brincadeira corrida com tora”, em outras situações como no conteúdo de Lutas, colocamos de forma simulada, onde os golpes não eram aplicados com força, e onde vimos como forma viável, utilizamos tatames para representar os “sacos de boxe”. Essas experiências confirmaram que a falta de estrutura não deve ser um impeditivo para o ensino, mas sim um estímulo à inovação e ao planejamento intencional. A atuação do PIBID contribuiu para que os acadêmicos compreendessem a realidade da escola pública e desenvolvessem competências docentes relacionadas à resolução de problemas, improvisação pedagógica e valorização da cultura corporal de movimento. Conclui-se que a limitação de recursos, embora desafiadora, pode se tornar um elemento formativo essencial para a construção da identidade docente e para a defesa de uma Educação Física escolar criativa, crítica e socialmente comprometida.