PRODUÇÃO E ANÁLISE BROMATOLÓGICA DO FARELO DE MILHO ROXO (ZEA MAYS L.)

Autores

  • Ozito Alves de Freitas Júnior Instituto Federal de ciências, educação e tecnologia de Roraima/ Campus novo paraíso
  • Aparecida da Costa Oliveira Instituto Federal de ciências, educação e tecnologia de Roraima/Campus novo paraíso
  • Sonicley da Silva Maia Instituto Federal de ciências, educação e tecnologia de Roraima/Campus novo paraíso
  • Frederico Lopes da Silva IFB/ Campus Planaltina-DF

Palavras-chave:

Animal; Bromatológica; Nutrição

Resumo

O milho (Zea mays L.) é um dos principais cultivos agrícolas do mundo, com ampla utilização na alimentação humana e animal, além de ser matéria-prima para biocombustíveis. O Brasil ocupa posição de destaque nesse contexto, sendo o terceiro maior produtor e o principal exportador global. Dentre as variedades existentes, o milho roxo se destaca pelo elevado teor de antocianinas (pigmentos naturais responsáveis pela coloração intensa dos grãos). Apesar de seu potencial nutricional e funcional, o cultivo dessa variedade ainda é pouco explorado no país.Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a composição bromatológica do farelo de milho roxo produzido em propriedades locais do município de Caracaraí-RR, visando analisar seu potencial como ingrediente alternativo em formulações de rações animais. O experimento foi realizado no Instituto Federal de Roraima – Campus Novo Paraíso (IFRR/CNP), entre setembro de 2024 e agosto de 2025. As amostras foram obtidas a partir de grãos de milho roxo coletados em duas propriedades locais, os quais foram secos a 55 °C por 72 horas e moídos em peneira de 1 mm. As análises bromatológicas seguiram metodologias de Silva & Queiroz (2002), Van Soest et al. (1991) e Sniffen et al. (1992), determinando os teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), minerais e carboidratos totais (CHO) e não fibrosos (CNF). O milho roxo (MR) apresentou maior teor de matéria seca (94,92%) em relação ao milho convencional (MC) (94,66%) e maior conteúdo de extrato etéreo (4,80% contra 4,10%). Por outro lado, apresentou teor menor de PB (10,2% contra 11,14%) e menores valores de FDN (7,0%) e FDA (1,7%) em relação ao MC (8,0% e 1,8%, respectivamente). Os valores de CHO e CNF, foram também mais elevados no MR ( 83,70% e 76,70%) conta o MC (83,64% e 75,64% respectivamente). Embora as diferenças não tenham sido estatisticamente significativas, o milho roxo cultivado em Roraima demonstrou composição bromatológica satisfatória, sendo viável sua utilização em rações animais e contribuindo para a diversificação das fontes energéticas e valorização da produção local.

 

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Publicado

2026-01-05