CONSERVAÇÃO DO MYRMECOPHAGA TRIDACTYLA E OS IMPACTOS DA PERDA DE HABITAT E DA BIODIVERSIDADE DO SUL DE RORAIMA, BIOMA AMAZÔNICO
Palavras-chave:
Fauna silvestre; Espécies vulneráveis; Monitoramento ambiental.Resumo
As ações antrópicas são as principais responsáveis pelas atuais alterações ecológicas, gerando impactos multifacetados e de grande magnitude. No sul do estado de Roraima, inserido no bioma Amazônico, observa-se intensa perda de habitat e de biodiversidade, impulsionada pelo avanço do agronegócio, pelo garimpo ilegal e pelas queimadas. Nesse contexto, o Myrmecophaga tridactyla desempenha papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico ao controlar populações de formigas (Formicidae) e cupins (Isoptera), servir de alimento a predadores de topo de cadeia e contribuir para a melhoria da qualidade do solo por meio da escavação durante sua alimentação, além de ser um importante símbolo da fauna brasileira. Apesar de sua relevância ecológica, essa espécie encontra-se classificada como vulnerável à extinção em decorrência de diversas ações humanas, sendo as principais causas as colisões veiculares, incêndios florestais, mudanças climáticas, caça e perda de habitat. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo observar a presença de Myrmecophaga tridactyla na região, utilizando armadilhas fotográficas modelo HC-801A-LI equipadas com câmera digital e sensor de movimento infravermelho, que permitiram registrar e armazenar imagens e vídeos da fauna silvestre em períodos diurnos e noturnos. As câmeras foram instaladas em uma trilha no sul de Roraima, possibilitando identificar a presença da espécie e seu comportamento, contribuindo para o levantamento da fauna local e confirmando sua ocorrência no bioma, além de analisar sua importância ecológica e a necessidade de conservação do ambiente. O primeiro registro ocorreu em janeiro de 2023, marcando o início do processo de monitoramento, e durante o período de coleta de dados foi registrada a presença de um indivíduo de Myrmecophaga tridactyla em 17 de janeiro de 2024. Estudos como este são fundamentais para o entendimento e a formulação de estratégias voltadas à conservação da biodiversidade e à mitigação dos impactos das ações antrópicas, com destaque para a proteção de espécies ameaçadas.