MAPAS DE CALOR NO CAMPO: aplicação da termografia infravermelha no bem-estar de ovinos

Autores

  • Moises Tiago Almeida Silva Instituto Federal de Roraima
  • Jonas de Jesus Mota Ferreira Instituto Federal de Roraima
  • Dieny Michelly Schuertz da Silva Instituto Federal de Roraima
  • Laylson da Silva Borges IFRR/Professor EBTT

Palavras-chave:

Bioclimatologia. Estresse Térmico. Ovinocultura.

Resumo

A ovinocultura no estado de Roraima está em ascesão e representa um importante agente de inclusão e fonte de renda para os criadores. Porém, um dos problemas na criação desses animais consiste na carência de informações acerca do bem-estar e estresse térmico desses ruminantes. Dado o exposto, objetiva-se avaliar o efeito da temperatura e umidade relativa do ar em diferentes horário do dia sob o estresse térmico de ovinos com o uso de termografia infravermelha. O projeto é desenvolvido no Setor de Ovinocultura do Instituto Federal de Roraima, Campus Amajari. A amostra do estudo compreende 15 ovinos, fêmeas adultas e saudáveis, criadas em sistema semi-intensivo, com alimentação no cocho e água à vontade, alojadas em baias coletivas com piso suspenso. O delineamento experimental é o inteiramente casualizado, com três tratamentos (08h, 12h e 16h) e cinco repetições. A variável mensurada é a temperatura corporal média dos animais, medida com uma câmera de infravermelho HIKMICRO, além das variáveis temperatura e umidade relativa do ar, medidas com o uso de um termohigrômetro, e o Índice de Temperatura de Globo Negro e Umidade. Os dados obtidos serão submetidos ao software SAS e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A coleta de dados do projeto está em andamento, porém já foram concluídos os estudos de artigos científicos que abordam está temática e que mostram a importância do uso da termografia infravermelha. De modo geral, como os ovinos são animais homeotérmicos, os mesmos mantêm sua temperatura corporal interna relativamente constante, um processo que demanda dispêndio de energia. A faixa de temperatura ambiente na qual esse equilíbrio é alcançado é conhecida como zona de termoneutralidade, situada entre 20 e 30 °C para a maioria das raças. Quando as condições ambientais extrapolam esses limites, os animais acionam mecanismos termorreguladores, como a vasodilatação periférica ou o aumento da frequência respiratória, para dissipar calor, caracterizando uma situação de estresse térmico.  Em suma, espera-se que os resultados subsidiem práticas de manejo que melhorem o bem-estar animal e a produtividade da ovinocultura em Roraima.

Biografia do Autor

  • Moises Tiago Almeida Silva, Instituto Federal de Roraima

    Bolsista do Pibict/IFRR/Campus Amajari.

  • Jonas de Jesus Mota Ferreira, Instituto Federal de Roraima

    Estudante voluntário do Pibict/IFRR/Campus Amajari.

  • Dieny Michelly Schuertz da Silva, Instituto Federal de Roraima

    Professor do IFRR/Campus Amajari.

Downloads

Publicado

2026-01-05