"NÃO BASTA NÃO SER RACISTA, É PRECISO SER ANTIRRACISTA”: PALESTRA DE CONCIENTIZAÇÃO E COMBATE AO RACISMO ESTRUTURAL NA ESCOLA ESTADUAL MÁRIO DAVID ANDREAZZA
Palavras-chave:
Educação Antirracista; Extensão; Racismo EstruturalResumo
Este trabalho foi desenvolvido durante a disciplina de Curricularização da Extensão: Direito à diversidade do curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa e Espanhola/EAD no segundo semestre de 2025. A partir de uma atividade de pesquisa, realizou-se levantamento junto à Escola Estadual Mário David Andreazza para identificar demandas da comunidade por ações referentes aos direitos humanos, no qual ficou evidenciada a necessidade de uma ação de intervenção para conscientização e combate ao racismo estrutural no cotidiano escolar. Visto que o racismo em nossa sociedade é estrutural, e sendo a escola uma instituição inserida nesta estrutura, sabe-se que ele acaba por ser reproduzido no convívio escolar através de práticas julgadas inofensivas, mas que na verdade são a materialização do racismo no cotidiano. Assim, o projeto teve como objetivo promover a conscientização acerca do racismo estrutural por meio de uma palestra dinâmica e participativa, a fim de colaborar para um ambiente escolar mais inclusivo, engajando os estudantes no combate às discriminações raciais e contribuindo para a formação de cidadãos comprometidos com o ideal de uma sociedade mais justa. Para tanto, foi realizada uma palestra utilizando recursos visuais como slides, folders e painel. A apresentação da palestra foi organizada de acordo com o público-alvo, estudantes do ensino fundamental II, tendo como tema a célebre frase “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista” e contou com momentos de perguntas e respostas, além da construção de um painel colaborativo para exposição no mural escolar. Dentre os resultados obtidos, destaca-se o interesse dos estudantes pela temática, a participação ativa de toda comunidade escolar na elaboração do painel colaborativo e a integração entre acadêmicos e escola, possibilitando a aprendizagem e a reflexão acerca da teoria e da prática pedagógica, principalmente da importância do educador no combate ao racismo estrutural. Portanto, compreende-se que através da prática de extensão é possível realizar intervenções pedagógicas que contribuam não somente para a formação profissional do acadêmico, mas também para a construção de um escola comprometida com a educação antirracista.